Como todo mundo com mais de cinquenta anos,
comecei na máquina de escrever,
catando milho com um dedo de cada mão,
Mas que emoção.
Amiga de horas certas e incertas,
com suas teclas bambas ao som
de um tic- tic-tac,
que nem reparo, mas tem reparo.
Já me ofereceram ouro, mas não me desfiz desse tesouro,
por quantas vezes essa amiga me afugentou os fantasmas
da dúvida, da tristeza e da dor.
Minha bela ferramenta,
meu doce instrumento musical range suas peças como
se estivesse passando mal.
Tic-Tic-Tac, dois espaços e,
é neste balanço que encontrou mais um parágrafo,
não se tornou absoleta, mas que coisa tão careta.











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